Carnaval 2026: um guia criativo para marcas e creators que querem criar cultura (não só fantasia)
- acolá ✦ estúdio criativo
- 26 de jan.
- 3 min de leitura

O Carnaval 2026 já está dando sinais claros: não vai ser sobre exagerar por exagerar. Vai ser sobre sentir.
Depois de anos de excesso de informação, tensão constante e uma estética muitas vezes pesada demais, o movimento agora é outro. Segundo a WGSN, entramos numa fase em que leveza, prazer e presença deixam de ser detalhe e viram estratégia. E o Carnaval é o palco perfeito pra isso.
Aqui na Acolá, a gente observa o Carnaval como território cultural. Um espaço onde comportamento, estética, música e identidade se cruzam. E o que vem por aí aponta para um Carnaval mais solar, mais brasileiro e muito mais vivo.
Código Solar: quando a luz vira linguagem
Uma das apostas centrais para 2026 é o Código Solar, tendência apontada pela WGSN. Na prática, isso significa colocar a luz, o calor e a energia no centro da criação.
Visualmente, isso se traduz em paletas quentes, brilho orgânico, tons que refletem vida e movimento. Menos artificialidade, menos filtro frio, mais vitalidade real. A estética não vem do polimento extremo, mas da sensação de presença. É pele, é suor, é luz natural estourando.
Para marcas e creators, o recado é simples: o visual precisa parecer vivo. Se parece distante, gelado ou excessivamente controlado, já nasceu velho.
Brasilcore: se vestir de Brasil é um ato criativo
Em 2026, a brasilidade deixa de ser figurino e passa a ser identidade. O chamado Brasilcore não fala de clichês óbvios, mas de referências locais, misturas regionais e narrativas que partem da vivência real.
Se vestir de Brasil é um gesto criativo quando foge da caricatura. É quando a estética nasce do território, do repertório cultural e da forma como cada criador ou marca ocupa o mundo. Não é sobre “parecer brasileiro”, é sobre ser.
O Brasil não é tendência importada. É fonte.
Corpo em festa: movimento, brilho e conforto
Outra chave forte para o Carnaval 2026 é o corpo. Mas não um corpo rígido ou performático demais. É um corpo em festa.
Brilho, franjas, tecidos leves e peças pensadas para o calor e para o movimento entram como protagonistas. A beleza não está mais no visual que posa, mas no visual que dança, anda, gira e sua.
Aqui, conforto não é oposto de estética. Ele faz parte dela. A regra é clara: se não dá pra se mover, talvez não faça sentido.
O fim da seriedade: leveza como estratégia
A WGSN também aponta o fim da seriedade como uma das grandes narrativas de 2026. Essa tendência surge como uma evolução das chamadas microalegrias e responde diretamente ao cansaço coletivo.
O lúdico, o divertido, o exagero consciente e a irreverência deixam de ser só estética e passam a funcionar como ferramentas de liberação emocional e autocuidado. Criar com leveza vira um gesto político e cultural.
Para quem cria, isso significa soltar o controle excessivo. Apostar no humor, na ironia, no improviso e na espontaneidade. Menos rigidez, mais humanidade.
Cultura pop brasileira no centro
A música continua sendo uma bússola cultural poderosa. Artistas como Marina Sena e Urias não só lançam sons, mas constroem universos estéticos que influenciam moda, comportamento e linguagem visual.
No Carnaval 2026, o pop brasileiro não segue tendência global, ele puxa. O Brasil dita o ritmo, a estética e o clima. Ouvir antes de criar nunca foi tão importante.
O que está por trás de tudo isso
Segundo Marianna Nolasco, head de novos negócios da WGSN, estamos entrando em uma era em que o consumidor busca urgentemente leveza, proteção e sentido. Depois de anos de instabilidade e excesso de estímulos, cresce o desejo por experiências que regenerem o emocional, reativem a criatividade e devolvam a sensação de presença.
O Carnaval responde exatamente a esse chamado.
Um último filtro criativo
Antes de lançar uma campanha, criar um look, um conteúdo ou uma ativação, vale se perguntar:
Isso tem energia?Isso se move?Isso é honesto com quem somos?
Se a resposta for sim, você não está só criando para o Carnaval. Está criando cultura.
Aqui na Acolá, a gente observa, traduz e posiciona marcas dentro dos territórios culturais do agora. Porque entender o presente é o único jeito de construir relevância no futuro.


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